
«Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está que sonho.
Não sei o que hei-de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei-de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga alguma coisa para eu acordar de novo.»
Presença, nº 31-32, Junho de 1931, Alberto Caeiro
JOANA BERNARDO
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